Ainda não recebi notícias do cara que tem as fotos da nossa escalada na montanha (que era uma montanha de verdade, e não uma de salada de MAIONESE como alguns sugeriram ¬¬). Essa história vai ter que ficar pra depois então. Pra não ficar tanto tempo sem novidades, aí vão então algumas coisas (mais ou menos) interessantes que aconteceram nos últimos dias:
25/08 - Cuidem das suas fontes!
Levei o PC pra assistência técnica. Felizmente não era um problema na placa-mãe, como tinham me dito no Brasil, o que requereria um conserto muito caro (~500 euros) ou até a compra de um novo computador (~700 por um novo e bom). A fonte estava com o cabo todo amassado e danificado. Tudo que fiz foi comprar outra. Apesar de ser um gasto bem menor que o esperado, ainda foi uma bela grana: 59 dos meus eurinhos. Isso que foi um chinês (tem dois anos de garantia, não se preocupem), se fosse da HP seria uns 20 euros a mais.
Por isso a mensagem do dia é essa: tratem com muito carinho as fontes dos lapstops de vocês. Eu cuidava da minha, mas umas poucas vezes posso ter dobrado demais o cabo pra guardar, e aí já é o suficiente pra fud* tudo.
26/08 - A prova de fogo pra qualquer um que acha que domina uma língua estrangeira
Enquanto esperava o metrô pra ir fazer as chatices oficiais (se registrar na prefeitura, abrir conta em banco, blah, blah) fui abordado por uma simpática alemoazinha dos seus 5 anos: "Wie heisst du?" Meu nome foi uma das poucas coisas que consegui dizer pra ela naquela conversa que durou umas boas 9 estações. Não porque não sabia o que dizer, mas pela ânsia da pequena em me contar mil e um aspectos da sua vida. Ainda falta bastante pra eu atingir um nível de fluência satisfatório em alemão, então só consegui pegar fragmentos dos assuntos:
- Quais avós vivos ela ainda tem (ela estava com o vô, então por aí que começou);
- Onde ela foi nas últimas férias e como demora pra ir de carro pra lá;
- As brincadeiras dela com os colegas na escola;
- Alguma coisa sobre uma exposição de dinossauros que ela queria ir (essa é das minhas!)
Foi muito engraçado quando o vô dela disse pra mim: "É, ela adora dinossauros e dragões" ao que ela, com uma carinha de braba, falou pra ele: "Dragões não existem, vô! Dinossauros sim, mas foi há um tempão". Hehehehe
Aí vai minha sugestão pra quem trabalha fazendo provas de proficiência em línguas estrangeiras: o último nível não deve ser alguém no jornal falando rápido ou um diálogo com muitos jargões técnicos. Deve ser uma dessas crianças nativas e tagarelas, por 3 motivos simples: elas têm voz fininha; muitas vezes não conseguem falar algum fonema direito ou usam palavras inventadas; falam muito rápido e trocam de assunto a toda hora.
27/08 - Dia nublado, dia de museu...
...mas acalmem-se, membros da classe artística (aham, tenho alguns amigos membros da classe artística que lêem meu blog. Hype, não?): era um museu de CIÊNCIA E TECNOLOGIA. Como não poderia deixar de ser pro gordinho nerd, né minha gente? Aqui em Munique tem alguns museus de arte e muitos de história, mas o Deutsches Museum mereceu ser o primeiro na minha lista, pois não é qualquer museuzinho desse tipo, é simplesmente o maior da Europa.
Botas confortáveis nos pés e muitos sanduíches e frutas na mochila, segui para o museu. Minha empolgação meio que se desfez ao me aproximar do prédio, pois parecia um daqueles blocos sem graça dos anos 70. Só depois fui descobrir que tinha chegado pela rua que dá nos fundos do museu, e que o prédio principal dele é bem antigo, muito bonito e fica numa ilha própria no rio Isar. Já tinha ouvido relatos de pessoas que tinham ido lá 3 vezes e ainda faltava ver muita coisa, então minha estratégia era ver duas ou três seções muito bem aproveitadas nesta visita, e continuar vindo ao longo dos meses até ver tudo. Funcionou muito bem na primeira seção, a de navegação marítma, que possui miniaturas de barcos e navios de toda a Europa e vários outros lugares do mundo ao longo da sua evolução, desde as galeras romanas e barcos vikings até transatlânticos modernos, e alguns barcos de verdade (pequenos, claro) muito antigos e de vários lugares. Fiquei lá por mais de duas horas, lendo e aprendendo sobre cascos, velas e a transição destas para o vapor, até atravessar a porta para a seção de aviação...
DEUZOLIVRE! Eu me sentia como uma criança para a qual tinham dado 3 minutos pra pegar o que quisesse de graça numa loja de brinquedos. Mandei pras cucuias minha estratégia e comecei a ir de seção em seção babando em tudo e misturando as coisas, e olha que eu tinha ainda umas 4 horas até fechar. No final eu sei que aprendi um pouco sobre os aviões da primeira guerra mundial, a história das fechaduras, nanotecnologia, construção de túneis e otras cositas más. Tive que comprar um guia mais completo do museu (4
€, de graça só tinha um mapa muito chinelo) pras próximas vezes me preparar e decidir melhor o que será visto.
1/09 - Lavar roupa todo dia, que agonia alegria...
Não tem porque ter vergonha em admitir: nunca lavei roupa na vida. Sempre morei com a minha mãe e sempre tivemos faxineira ou algo do gênero. De vez em quando eu ajudava minha mãe a estender, recolher e guardar roupas (beeeeeem de vez em quando, né mãe?), mas a operação de máquinas de lavar e secar sempre foi algo alheio a mim. Me deu raiva de não ter priorizado esse aprendizado antes de sair do Brasil, mas já era tarde. As cuecas e meias estavam acabando, e eu não sou tão aventureiro a ponto de colocar em uso o famigerado "lado B".
Depois de descobrir em qual vendinha se comprava as fichinhas pras máquinas (cada prédio aqui no Stusta tem um micromercadinho enfiado em algum corredor, muito bom pra comprar guloseimas ou bebidas, mas ruim porque só abrem das 19h às 20h) e chegar ao andar onde elas se encontram, me vi frente a frente com as danadas. E agora, qual modo de lavagem usar? Tá, primeiro colocar a ficha, depois pensamos nisso. Deu tempo de ouvir o barulho dela caindo dentro da caixinha de coleta pra eu ver o aviso na parede explicando o funcionamento, grosseiramente como segue:
1 - Colocar roupas
2 - Colocar sabão
3 - Fechar porta
4 - Colocar moeda (depois de fechar a porta, senão ela será engolida)

Caralh*, lá se foi a primeira. Fiz bem direitinho como dizia lá da segunda vez, mas aí chegou a hora de escolher o modo de lavagem. Peguei o "Extraspülen", algo como "extra enxágüe". A máquina ligou, encheu de água, deu umas viradas por uns 5 minutos e parou. Daí fui entender que era só um enxágüe extra pra depois da lavagem. Usei então minha última moedinha num outro modo e finalmente deu certo. Depois levei pra sala das secadoras, onde após mais escolhas de modos de secagem peguei minhas primeiras roupas limpas por mim mesmo.
Confesso que deu uma satisfação meio boba.
Mais um objetivo da viagem riscado da lista.
Assim que eu receber as fotos eu coloco a história toda aqui.
Mais uma vez, continuem a mandar as novidades de voces por e-mail, bitte.
Abraços, beijos e saudades.