Disney
E chegamos ao meu segundo "Momento Madalena" de Paris. Madalena, pra quem não sabe, é uma cadela Bernese de uma anã falcatrua que eu conheço (brincadeira Bertinha ^^) que baba em tudo, destrói tudo, mija em tudo, corre por tudo e basicamente anarquiza tudo por onde passa. Por algum motivo, essa minha amiga diz que eu sou igual a ela ¬¬. A Poly ainda não tinha ido em nenhum parque da Disney e eu tinha, mas fazia 10 anos. Natural então que, mais uma vez, enchêssemos a mochila de sanduíches e guloseimas e fôssemos passar um dia tendo 8 anos de idade e conhecendo os nossos ídolos de infância.
Algumas informações que não são cruciais para o post, mas ajudam a se situar: a Disneyland de Paris, ou Eurodisney, é composta por dois parques, um grandão e outro menor. O parque principal é aproximadamente do tamanho de um dos da Disney World da Flórida, e mistura um pouco de cada um deles: tem a área das meninas e seus contos de fadas (Fantasyland), a área dos brinquedos tecnológicos e futuristas (Discoveryland) e as áreas de brinquedos com temática de aventura, como piratas, velho oeste, Aladdin, Indiana Jones, etc (Adventureland e Frontierland). O parque menor é quase uma miniatura do MGM Studios, com temática de cinema e versões de brinquedos famosos, como a Rock'n'Rollercoaster e a Tower of Terror.
Aqui também tem um castelo, mas é o da Bela Adormecida
O desconto pra estudantes era só no bilhete de um dia para os dois parques (43 euros em vez dos normais 67), e não íamos ficar dois dias lá mesmo, então tivemos que dar uma corrida pra tentar ver o máximo de coisas possível dentro da curta jornada de trabalho francesa (das 10h às 18h, bando de folgados). A parte boa é que conseguimos ir em todos os brinquedos maiores e mais divertidos, principalmente porque era dia de semana, então o parque estava relativamente vazio e pegamos filas bastante curtas. A parte ruim é que, com toda a correria, não conseguimos tirar fotos de todas as áreas e não deu pra caminhar com muita calma, apreciando os detalhes e as atrações menores. Mesmo assim, foi mais um dia muito bem gasto e um passeio que recomendo muito a todos que precisam soltar um pouco a sua criança interior.
Pra nós, que já a temos bem soltinha, é ainda melhor!
Centro Georges Pompidou
Também conhecido como "A Refinaria De Petróleo No Meio De Paris" ou "O Prédio Que Foi Construído Do Avesso", é uma construção que serve ao mesmo tempo como centro cultural, com espaço para exibições de arte e cinema, e como um lembrete de sempre colocar as tubulações dos prédios por dentro das paredes, porque desse jeito fica feio e destoante (por algum motivo arquitetos, artistas e cults em geral gostam dessa coisa).

Desculpem a foto do Google Imagens, mas estava tão impressionado com a feiúra do prédio que esqueci de tirar uma minha.
Isso eu achei bem legal: no começo da exposição tem uns quadros em alto relevo com a explicação em Braille do lado.
Claro, como toda arte moderna e design (pra mim pelo menos) sempre se acha algumas coisas interessantes no meio de todo o resto que não faz sentido.
Mas em todo o resto, era tudo tão tosco...
Na primeira foto, a artista costura "Made in Brasil" na sola do pé. No primeiro vídeo da segunda foto, a mulher pelada segura uma galinha de cabeça pra baixo com a cabeça recém cortada até sair todo o sangue e acabarem os espasmos. No último, é só um babaca arrastando uma cadeira e subindo e descendo dela.
Esse é um vídeo de uma bunda. Feia. Tá aí pra lembrar quão idiota a Yoko é.
...que a única saída era não levar mais a sério mesmo.
Museu de História Natural
Voltamos aos museus sérios então. O Muséum d'Histoire Naturelle é dividido em várias partes: Grande Galeria da Evolução, Galeria de Geologia e Mineralogia, Galeria de Anatomia Comparada e Paleontologia, várias estufas e um dos zoológicos mais antigos do mundo, fundado em 1794. Como não tínhamos muito tempo, resolvemos deixar as plantas e pedras de lado e ver só os bichos. Começamos pela galeria da evolução, que trata dos animais atuais, de todos os habitats e tamanhos, desde insetos até baleias. O prédio também é muito bonito.
Depois passamos ao zôo. Por não ser tão grande, não há animais enormes lá, como elefantes, hipopótamos e rinocerontes. Por outro lado, eles têm várias corujas, um leopardo das neves que deve ser um dos bichos mais bonitos que eu já vi, um bode bastante simpático e um serpentário muito legal, que daria um ataque do coração na minha vó instantaneamente.
Por último fomos à galeria de anatomia Comparada e Paleontologia. O andar térreo é tomado por esqueletos de todos os tipos de animais atuais, mas é no primeiro andar que fica a parte mais legal: fósseis! Apesar de os de dinossauros não serem verdadeiros (sim, são todos réplicas e sim, fiquei muito triste quando descobri), tem vários daqueles animais primitivos fodões e até um daquele supercrocodilo de 12 m de comprimento, o Sarcosuchus imperator.
Bem, este é o último post com passeios de Paris, mais um virá com algumas considerações finais sobre a França e os franceses e, depois, Oktoberfest!
Beijos e saudades


